Terça-feira, 11.09.12

As 50 sombras de Grey (episódio 2)




Acabei ontem à noite a leitura de "As cinquenta sombras de Grey" e deixem-me dizer que percebo perfeitamente o sucesso do livro. No fundo, tudo se resume a isto: as mulheres adoram o desafio de "mudar um homem". As mulheres olham para nós como uma espécie de homens das cavernas, uns seres animalescos, um bocado abrutalhados, e que elas têm a certeza que, com ajudinha feminina, se tornariam em pessoas muito melhores e mais correctas. Sim, elas apaixonam-se por nós, com os defeitos e as lacunas, as taras e as manias, as falhas e as limitações, a acham sinceramente que elas, com os seus talentos, serão capazes de nos mudar. É assim com Grey, que Anastasia tem a certeza que vai conseguir mudar. "Ele tem lá as suas taras, gosta de dar palmadas nas mulheres, chicotadas e fiveladas, mas no fundo é bom rapaz, e eu vou ser capaz de mudá-lo", é isso que a rapariga pensa desde o início, mesmo sabendo que é difícil. Para tal, até está disposta a ir com ele para o Quarto Vermelho da Dor, pois às vezes é preciso as mulheres serem manhosas e fazer de conta que estão a fazer o que gostam, dando de caminho a ilusão ao homem amado de que estão a fazer o que ele gosta, para no final o conseguirem mudar e acabarem com aquele disparate dos cabedais e das algemas. Eu por mim acho bem, é importante que as mulheres pensem isso, mesmo que no fim a maioria delas se desiluda...Assim como assim, sempre tiveram bom sexo, não se podem queixar demais!  

publicado por Domingos Amaral às 11:57 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Terça-feira, 04.09.12

Traições à portuguesa (episódio 2)

Quais os tipos de traições que se podem encontrar? Depois de muito investigar, cheguei à conclusão que existem cinco tipos diferentes de traições, sejam elas praticadas por homens ou por mulheres. O primeiro tipo é a "Traição-Paixão", que como o próprio nome indica acontece quando um homem ou uma mulher se apaixonam por alguém que não é a pessoa com quem estão. É a traição mais compreensível, embora seja provavelmente a traição que mais dói aos traídos. Apaixonar-se pode acontecer a qualquer pessoa, ninguém está livre de amanhã encontrar uma pessoa que lhe acerta como um raio e que lhe muda o mundo em segundos. E se isso acontecer, é muito difícil qualquer ser humano, homem ou mulher, resistir aos apelos. O coração é assim mesmo, e quando se dá por ela, está consumada a traição. Nestes casos, não há muito a fazer. É chorar, partir uns pratos, tomar uns comprimidos, e tentar seguir em frente, isto no caso dos traídos, porque os pombinhos de certo andarão felizes, pelo menos por uns tempos.

O segundo tipo é a "Traição-Engate", que é aquela traição que acontece de forma imprevisível, numa noite, já às tantas da manhã, quando já está tudo bêbado e todos os homens parecem interessantes e todas as mulheres parecem boas. Lá estava ele, no Lux, encostado ao balcão, ela apareceu a dançar, riram-se, bambolearam-se um à frente do outro e quando deram por eles estavam no carro nos amassos, a comparar anatomias. Foi tudo muito rápido, muito intenso, ninguém se lembra bem dos pormenores, e no dia seguinte há uma dor de cabeça arreliante e também uma recordação onde se mistura a estranheza com um certo gozo. Com sorte, nem trocaram telemóveis, e o melhor é esquecer o que aconteceu, embora isso seja sempre impossível. Esta é a traição mais fácil de negar, mas se descoberta pode ainda assim trazer muitas complicações.

O terceiro tipo é a "Traição-Prostituição", que é muito mais corrente nos homens do que nas mulheres, embora aqui e ali já existam algumas que a pratiquem. É a traição quando se vai às meninas, mandar uma para esvaziar a tensão. É uma traição apenas física, normalmente os homens não se apaixonam por prostitutas, embora existam histórias dessas, que fascinam sempre pela sua improbabilidade. É a traição mais comum nos homens, mas também é que a menos consequências traz, porque as prostitutas podem falar umas com as outras mas não falam com as amigas da mulher, e por isso essa traição nunca terá perigo social de ser descoberta.

Um tipo de traição parecido é a "Traição-Avião", ou seja a traição que só existe depois de uma viagem de avião que coloca no mínimo seiscentos quilómetros de distância entre um homem e uma mulher. É a traição "no estrangeiro não conta", uma das que tem menos possibilidade de ser descoberta devido a passar-se num ambiente completamente diferente do habitual. É claro que esta traição pode ser engate ou prostituição, mas isso é irrelevante quando se está em Berlim ou Honolulu. Em casos raríssimos, também pode ser uma paixão, mas para isso é preciso muita sorte. Encontrar a Bar Refaeli num bar de Cincinatti, conseguir engatá-la, e ela ainda por cima ficar apaixonada por nós, é acontecimento com uma propabilidade mais rara do que ganhar o Euromilhões.

Por fim, existe ainda a "Traição-Patrão", que como o próprio nome indica é aquela que se passa quando a secretária se apaixona pelo patrão, ou por um qualquer homem importante para a vida profissional da moçoila. Era uma traição muito comum no passado, mas engana-se quem pense que caiu em desuso no presente. Na verdade, muitas traições com colegas de trabalho não passam de "traições-patrão", com pessoas que estão acima, ou abaixo, umas das outras na hierarquia das empresas. É a menina do marketing que se encanta com o director de produção, é a estagiária que se cega com o diretor de informática, é a diretora de vendas que estremece em palpitações por aquele rapaz giro do telemarketing, tudo isso são variações modernas da "traição-patrão". E bem sabemos como têm saída nos dias de hoje.

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Sexta-feira, 31.08.12

Perdoar uma traição

Homens e mulheres à volta da mesa, a conversa chega ao perturbante tema das traições. É possível perdoar? É possível esquecer? É possível uma relação sobreviver depois de um, ou ambos, terem sido infiéis? Há quem ache que sim, mas eu, que sou pessimista por natureza, acho que não. Para mim, é impossível esquecer, uma traição é um dano tão grave que nunca se apaga da memória. Os traídos, sejam homens ou mulheres, sentem-se humilhados, insultados, substituídos, e mesmo que amem a pessoa que os traiu, irão sempre recordar aquele dia em que foram os últimos a saber que estavam a ser encornados e o chão lhes fugiu debaixo dos pés. Nasce a raiva, não só à pessoa que nos traiu, mas uma raiva que se estende ao sexo todo. Mulheres traídas passam a odiar os homens, aquele e todos os outros; homens traídos passam a odiar as mulheres, aquela e todas as outras do mundo. Alguns nunca recuperam e tornam-se azedos. Em certas circunstâncias, dependendo da idade das pessoas, da importância que dão à família e aos filhos, pode tentar-se reconstruir a relação, e há casos em que isso se consegue. Mas a mim parece-me uma intenção impossível. Acho que a perda de confiança é irrecuperável, quem nos mentiu uma vez pode mentir a vida toda, e se aceitarmos essa situação estamos a enviar a mensagem errada ao traidor. Quem perdoa e continua, está a convidar os traidores a traírem mais outra vez. Quem trai e escapa impune, sente sempre um sentimento de orgulho individual, de auto-satisfação, e um dia voltará a sentir a mesma tentação. Não se aprende com os erros, aprende-se é a errar melhor, e assim quem traiu refina-se, torna-se ainda mais inteligente e volta a trair diminuindo as possibilidades de ser apanhado. Os seres humanos são assim, não há volta a dar-lhe. Além disso, existe nos traídos uma vontade de vingança que é uma bomba-relógio para o futuro. A vingança é muitas vezes uma necessidade, a única forma de recuperar a auto-estima perdida, e começa então o ciclo das traições. Ele traiu, depois traiu ela, ou ao contrário, e a história nunca mais acaba. Mais vale cortar o mal pela raiz e seguir em frente. Com a facilidade com que hoje se arranja outra pessoa, para quê ficar com quem nos traiu?

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Quinta-feira, 30.08.12

"Comer gajas" noutras línguas

Ainda sobre a expressão "comer gajas", parece-me interessante comparar o que dizem os homens e as mulheres noutras línguas que não a nossa. Os de língua inglesa - americanos, ingleses, irlandeses, australianos - usam normalmente a expressão "fuck". A tradução todos sabem qual é, e tem a virtude de ir direta ao assunto. Não há cá comes e bebes, é "fuck" e não se fala mais nisso. No entanto, nos últimos anos, o calão americano impôs também o verbo "bang". "I´ve banged her", que é uma forma mais violenta e militar, com o seu quê de explosivo, o que não deixa de ser engraçado, pois na literatura os orgasmos são muitas vezes comparados a explosões de prazer. Já na língua francesa, o termo mais utilizado é "coucher", que é uma maneira igualmente direta de apontar para a cama, embora nem sempre seja lá que as pessoas têm sexo. Quanto aos argentinos, usam a curiosa expressão "ganchar". "Ganchaste" alguém na Argentina?, perguntou-me uma vez um deles. A ideia pegou devido à semelhança entre o órgão masculino erecto e um gancho, e embora original, não deixa de ser ligeiramente arrepiante, com um vago sabor a Freddy Kruger. Por fim os brasileiros, que são mais poéticos, usam o "transar", que é uma mistura entre "transacionar" e "deitar", e que faz sentido se pensarmos que existe no sexo uma certa transação de sentimenos e líquidos e que normalmente se pratica deitado. Mas, os portugueses são os únicos que equiparam o sexo à alimentação. É como se o maior prazer deles fosse a comidinha. A gastronomia e a culinária atingiram por cá um estatudo inalcançável, e assim um prazer supostamente ainda mais forte como o sexo é transformado numa mera refeição, com garfo e faca, e se calhar guardanapo. 

publicado por Domingos Amaral às 12:34 | link do post | comentar | ver comentários (5)
Quarta-feira, 29.08.12

As "gajas-gajo"

Na sequência do que ontem escrevi sobre os homens gabarolas, decidi escrever hoje sobre uma nova espécie de mulheres que apareceu nos últimos dez ou quinze anos e que são as "gajas-gajo". Como o próprio nome já indicia, as "gajas-gajo" são mulheres que falam como um gajo e agem como um gajo. Talvez por terem ouvido dizer muitas vezes que os homens são uns egoístas, uns infiéis e uns gabarolas, que só pensam em dormir com o máximo de mulheres possível e depois gabar-se disso aos amigos, muitas mulheres começaram a mudar os seus comportamentos e decidiram imitar os homens, tornando-se assim em "gajas-gajo". Quem as ouve, ouve-as gabarem-se às amigas dos "gajos que já comeram", ouve-as falar dos engates que tiveram ou vão ter nos próximos tempos, ouve-as classificar os homens como se eles não passassem de bifes de peru (escolhi o peru intencionalmente pois como se sabe os órgãos sexuais masculinos têm vagas semelhanças com a cabeça dos perus).

As "gajas-gajo" antigamente eram mal vistas, e apelidadas de adjetivos desagradáveis e maldosos, como "ninfomaníacas", "malucas" ou coisas bem piores. No entanto, isso foi ASC (Antes do Sexo na Cidade), a série televisiva que apresentava vários exemplos de "gajas-gajo" e que é a grande responsável pela proliferação explosiva da espécie "gaja-gajo". No presente, as "gajas-gajo" são pois um tipo de mulheres com as quais os homens têm de aprender a lidar, até porque à conta das "gajas-gajos" muitos se têm safado, e o sexo tornou-se muito mais fácil de obter para os homens. Antes, eles tinham que investir muito do seu tempo para tentar convencer uma mulher a dormir com eles. Agora, com as "gajas-gajo" é uma loucura, são elas que querem e eles nem sequer têm de perder tempo a ser sedutores. E se elas querem dizer às amigas, pois que contem, bem ou mal o que é preciso é um gajo safar-se!   

publicado por Domingos Amaral às 14:30 | link do post | comentar | ver comentários (15)
Terça-feira, 28.08.12

"Comer gajas"

Se há expressão portuguesa que me intriga é: "ando a comer uma gaja". É muito usada pelos homens portugueses, mas causa-me perplexidade pois dá-me sempre a sensação que a gaja que eles andam a comer é uma espécie de natureza morta, uma espécie de bife que se come ao almoço, ou perna de presunto a quem se vai cortando uma fatia quando dá vontade. É como se a mulher - a gaja - não tivesse vida, fosse um ser passivo, um animal morto que se limitasse a ser comido sem mexer sequer uma pálpebra. Quando um homem diz "ando a comer aquela gaja", é claro que isso é dito com orgulho, soa a vitória épica, mas a expressão coloca toda a movimentação sexual na parte do homem, é ele o activo e ela não passa do elemento passivo. É como se ele andasse a comer uma morta, e não um ser vivo, com capacidade para várias coisas, para ser comido mas obviamente também para comer. Quando um homem "come uma gaja" ele está também e ao mesmo tempo "a ser comido por ela", a refeição é mútua e não unilateral. Não faz qualquer sentido tratar as mulheres que se acabou de comer como inertes e frios camarões a quem se chupou a cabeça, ou pastéis de nata cobertos de canela que se enfiaram pela goela abaixo. É certo que há algo de animalesco no sexo, mas caramba neste caso os animais estão vivos e para grande felicidade e sorte nossa, também nos comem de volta! Em certos casos, a mulher pode tratar-se de uma coelhinha, muito dada ao sexo, ou de uma cabrita que dá pinotes, ou mesmo de uma porquinha que faz de tudo com um sorriso nos lábios. Mas está sempre viva e não morta. Portanto, os homens devem rapidamente substituir a expressão "ando a comer uma gaja" pela expressão "aquela gaja e eu andamo-nos a comer que nem uns desalmados". É mais preciso, e também mais cavalheiresco.  

publicado por Domingos Amaral às 14:40 | link do post | comentar | ver comentários (156)
Quinta-feira, 23.08.12

Os homens "amorosos"

A pior coisa que as mulheres podem dizer de um homem não é que ele é um cabrão, um egoísta, um mulherengo, nem sequer um paneleiro. A pior coisa que as mulheres podem dizer de um homem é que ele é "amoroso". Se algum dia uma mulher disser isso de um homem, tal significa que ele não tem qualquer hipótese com ela, que não sente um pingo de desejo por ele e já o colocou na gaveta VSSA (Vamos Ser Só Amigos). Se uma mulher disser que um homem é um egoísta ou um cabrão, isso significa que ele já a comeu, uma ou mais vezes, mas não está a fim de a comer só a ela e quer andar na boa a comer outras. Se uma mulher disser que um homem é um mulherengo, isso quer dizer que tem vontade de o comer, mas também receio. Até se decidir, ela vai andar sempre com um pé atrás e outro à frente, em luta entre a força carnal e a força mental, e por isso vai dizer que ele é um mulherengo, como quem diz "estou doida por te saltar para a espinha mas tenho um terror de morte pois acho que me vais deixar logo depois de me foderes". Quando uma mulher diz que um homem é paneleiro, ela diz isso com alguma pena mas sem qualquer raiva, pois para ela já não conta como hipótese de cama. Agora, mau mesmo é ser "amoroso". Ser "amoroso" é pior do que ser paneleiro, porque o paneleiro não é sequer considerado, e o "amoroso" é considerado por uns minutos e depois é desconsiderado, pois não tem qualquer ponta por onde se lhe pegue, a não ser a amizade, que neste caso se limita a uma espécie de prémio de consolação. Um gajo "amoroso" é um gajo que não dá tesão às mulheres, não lhes causa fraquezas nos joelhos, não provoca nós nas gargantas nem dores de estômago. É uma simpatia doce, um urso de peluche com pilhas permanentes, mas que para mais não serve. Ser "amoroso" é o fim da linha, é o desastre maior que pode acontecer a um pobre homem que goste de mulheres. Eu não sei com quem os amorosos acabam por namorar (provavelmente com a raríssima espécie, quase em vias de extinção, das "mulheres amorosas"), mas sei que raramente seduzem mulheres interessantes, giras e vivaças. E sabem porquê? Porque os amorosos anulam o seu instinto sexual! Na ânsia de serem gostados esquecem-se de ser homens, assexuam-se socialmente na presença das mulheres, e o resultado é um desastre: as mulheres gostam deles mas só para companhia, o que significa que se calhar mais valia serem gays. Pelo menos assim comiam alguém.

   

publicado por Domingos Amaral às 10:38 | link do post | comentar | ver comentários (46)
Quarta-feira, 22.08.12

Caldos, casos e "fuckfriends"

O que é "um caldo"? Qual a definição técnica? No meu tempo, "caldo" era quando um homem e uma mulher andavam a sair juntos, enrolados, às vezes nos amassos mas outras já no sexo. Contudo, recentemente descobri que muitas vezes, em especial para as mulheres, a definição de "caldo" não era tão vasta, e tratava-se apenas de andar a sair com alguém, com quem há um certo clima, uma possbilidade de algo acontecer, nada mais. "Caldo" não incluía sexo, nem sequer beijos na boca, era pré-físico. Não era apenas amizade, mas também não era engate, ficava ali num limbo, simpático mas nada carnal. E também não era um "caso".

Um "caso" é uma situação de alguma gravidade. Um "caso" não é um caldo, nem é um "engate", porque um "caso" tem implícito um certo perigo, uma transgressão qualquer. "Caso" é quando existe um triângulo amoroso e nós somos um dos ângulos. "Caso" é o que têm as mulheres quando se envolvem com homens casados; mas não os homens, que nunca têm "casos", limitam-se a dizer que "andam a comer uma gaja", como se não fossem também comidos por ela. "Caso" tem cornos, traição, infidelidade, potencial de perturbação social. "Caso" tem sexo rápido, a seguir ao almoço, em motel de estrada na periferia ou dentro do carro. "Caso" tem consequências, alguém chora no fim, normalmente a mulher.

São portanto coisas distintas: "caldo", "caso"e "engate". "Engate" é coisa que acontece normalmente à noite, é excitante e rápido, é um "caldo" que passa a "caso" num abrir e fechar de braguilhas; mas também pode ser um "caldo" que passa a "namorico" em poucas horas. Um "namorico" pode nascer de um "caldo" que evoluiu bem, mas também de um "engate" sortudo, onde se caçou alguém verdadeiramente interessante, que não vale apenas pela "queca". Um "namorico" é a antecâmara do "namoro", quando ainda não se conhecem os pais do outro. Um "namorico" pode ter sido "caldo" ou "engate", mas nunca será um "caso", porque não há qualquer perigo, nem ele nem ela são casados, não há terceiros para atrapalhar.

Ainda mais inovador que todos estes estados é o conceito de "fuckfriend". Como o nome indica, é quando se anda a foder com amigos. Há homens que têm amigas com quem dormem de vez em quando, e há mulheres que têm amigos com quem dão umas voltas quando a elas lhes apetece (a eles apetece-lhes sempre, como se sabe). Nos "fuckfriend", pode já ter existido "caldo", "engate", "caso", "namorico" e até "namoro", mas agora as coisas estão diferentes, os dois precisam de algum espaço (o que obviamente significa que andam a foder com outras pessoas mas não querem que ninguém os chateie por causa disso), mas ainda gostam de se tocar, de se beijar, e quando há tempo e as circunstâncias o permitem, dão mais uma voltinha. É uma relação altamente moderna, embora o nome seja um bocadinho ajavardado. Mas pronto, não se pode ter tudo.

 

 

 

publicado por Domingos Amaral às 11:00 | link do post | comentar | ver comentários (9)
Segunda-feira, 20.08.12

As cristas ilíacas

Estou sempre a aprender nas conversas que tenho com mulheres. Tradicionalmente, elas diziam que o que mais as atraía nos homens eram áreas sem grande carga sexual, como os olhos, o sorriso ou as mãos. No caso das americanas, que sempre foram moças mais físicas, elas diziam que eram também os rabos dos homens a entusiasmá-las, e isso era a preferência mais carnal que eu escutara. Contudo, recentemente descobri que há outra zona masculina com intensos poderes de atração: as cristas ilíacas. São aquelas duas saliências que temos no topo das ancas, onde os ossos se notam numa forma original, e por isso se chamam cristas. Se o abdómen masculino for seco e musculado, as cristas quase que parecem saltar e chamam a atenção, o que provoca muitas palpitações no sexo feminino, coisa que eu nunca soube até aos 45 anos, mas que passei a valorizar este verão. Se o homem não tiver barriga (umas gorduras chegam para fazer submergir as famosas cristas), pode sempre puxar os calções um pouco mais para baixo e atrair curiosos olhares femininos. Ao que ouvi dizer, as cristas mexem mesmo com elas. 

 

publicado por Domingos Amaral às 11:27 | link do post | comentar | ver comentários (4)
Quarta-feira, 01.08.12

As mulheres e os elogios

Sempre pensei que as mulheres gostassem de receber elogios mas ontem, em conversa com duas mulheres, percebi que isso não é assim tão óbvio. Sim, é verdade, elas gostam de elogios, mas só até certo ponto. Não gostam de elogios em demasia, não gostam que um homem fique pateta a olhar para elas, sempre a babar, tipo cachorrinho embevecido. É claro que também não gostam nada de um homem que as ignora e pura e simplesmente não lhes faz qualquer elogio e portanto a dificuldade está em perceber qual a "dose certa" de elogios que se deve dar a uma mulher. Até porque, como todos sabemos por experiência própria, cada mulher tem uma sensibilidade especial e única, e portanto a "dose certa" de elogios para uma pode ser já um excesso para outra, ou muito pouco para uma terceira. É como certos remédios, há quem tome meio, um, dois e até quem tome três. Encontrar a "dose certa" é pois uma actividade complexa, até porque a "dose certa" pode variar para a mesma mulher, por exemplo consoante a hora ou o dia. O que é uma "dose certa" de manhã ao acordar pode tornar-se desagradável à tarde, depois de um cansativo dia de trabalho, e voltar a ser encantador à noite, em plena pista de dança. Será então possível encontrar uma regra que funcione? Nada é fácil no que toca a mulheres, mas a mim parece-me que uma regra de três simples é capaz de funcionar. Num dia damos três elogios diferentes, a três horas do dia diferente, e depois estamos três dias sem dar nenhum elogio. Três. Simples.

publicado por Domingos Amaral às 12:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
 

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